O trigo sarraceno e a galette

O trigo sarraceno contém proteínas, carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B e minerais como manganês, magnésio e fósforo. Além disso, possui antioxidantes que ajudam no sistema imunológico. Todas essas propriedades fazem com que o trigo sarraceno auxilie na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.

História

Dizem que a história do crepe começou a 7 mil anos antes de Cristo, quando um homem cansado de comer mingau, revoltou-se e jogou a massa numa pedra que estava encostada na fogueira. Esta massa se solidificou e virou uma panquequinha! Nascia assim o ancestral do pão. Algo tão simples que todas as civilizações começaram a fazer seja com trigo, milho, cevada ou qualquer outro cereal. E durante milênios ele foi cozido assim, na pedra.

Na França, ele surgiu na Bretanha, no século 13, devido à crescente cultura do trigo sarraceno trazido pelas cruzadas no Oriente. Com o passar dos anos os crepes de sarraceno viraram o maior símbolo da gastronomia local. E ainda são.

Crepe ou galette

Aqui a regra é clara: crepe salgado é feito com farinha escura (sarraceno) e é chamado de galette. Crepe doce é feito com farinha branca e é chamado de crepe. A bebida que se toma com o crepe/galette é a cidra: vinho espumante feito com maçã,
largamente consumido e produzido na Bretanha, é claro.

Os instrumentos

As galetières ou crepières (panquequeiras, crepeiras ou chapas de crepe) apareceram no século 15. Elas tinham originalmente 70cm de diâmetro, eram esculpidas em pedra colocadas em um tripé. Um fogo a lenha assegurava seu calor.

Foi só em 1949 que foi criado a crepière a gás, as placas tinham 33cm, 40 ou 48cm.

O palitchelle serve para abrir a massa de maneira uniforme na crêperie. E uma espátula é necessária para virar e dobrar o crepe com precisão.

Nas casas francesas, nas reuniões/crepes, cada convidado prepara seu crepe. O ritual é o seguinte: o convidado pensa um desejo e joga o crepe para o alto. Se cair aberto e do lado certo, o desejo será atendido.

Em muitas regiões os camponeses tinham o costume de deixar um crepe aberto na cozinha para atrair sorte e afastar o fantasma da fome. Faziam isso pois os crepes, pelo seu formato e cor, lembravam moedas de ouro.

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